sábado, 17 de novembro de 2007
Jornada de Literatura
Neste domingo, 18, o Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, recebe a visita da Jornada de Literatura, uma realização do Núcleo do Livro, Leitura e Literatura (NLLL) da Fundação Pedro Calmon/Secretaria Estadual de Cultura.
A idéia é levar e desenvolver atividades literárias com as comunidades descendentes de quilombos. A jornada integra as atividades e comemoração pelo Mês da Consciência Negra. Segundo a presidente da Associação Cultural Muzanzu, Maria Bernadete Pacífico, a visita da jornada à comunidade será muito rica também para contribuir com algumas idéias que estão sendo desenvolvidas – como a produção de um livro sobre a história da comunidade.
O Quilombo Pitanga dos Palmares concentra cerca de 2 mil famílias que vivem de pesca e artesanato.
Programação
8h30 – Recepção à Jornada de Literatura com apresentação do Grupo de Samba de Viola;
9h – Abertura;
9h30 – Painel de Debates
Como chegar:
Para quem vem de Salvador pela BR 324, após o Posto Fiscal em Simões Filho e após o viaduto em frente a RDM (ex-SIBRA), pegar a BA 093 que dá acesso à Camaçari/ Pólo Petroquímico. Após o Posto de Gasolina, na altura da Fabrind, entrar à esquerda e seguir em frente até a Praça Matias do Santos, sentido quem vai para a Barragem (Bacia Joanes II).
Contatos: Ademario Ribeiro – ONG ARUANÃ: 71 87587433;
Bernadete Pacífico – Associação Muzanzu (líder do Grupo Cultural): 71 9105 2633.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
domingo, 4 de novembro de 2007
Som de bambu soprado e corda de aço batida. Nesse domingo o nosso evento cultural foi muito interessante. Algo meio que surreal. Estávamos todos no Teatro Dandara reunidos, apreciando os sopros musicais de Valter e as poderosas batidas de violão de Fabrício. Sopros extraordinários que particularmente me levaram às colossais montanhas dos Andes. Pude sentir através daquela música o vento frio das cordilheiras entrando por minhas narinas e trazendo a paz específica desses lugares. Tenho certeza que todos que estavam ali presentes se encantaram com tamanha qualidade musical da dupla e ultrapassaram as fronteiras da realidade vigente.
Maicon com suas intervenções poéticas também contribuiu muito com a energia emanada sobre aquele lugar naquele momento. As palavras ecoavam com leveza e com muita força. Palpitavam nas mentes atentas dos seres taciturnos, aumentando o brilho dos olhos de cada um. Palavras de poetas fantásticos de sensibilidade apurada alimentaram a subjetividade de todos os ouvintes. Ailton, com muito vigor, descarregou versos ferozes com muita irreverência e perspicácia.
A loucura foi total, chegou a atingir os bichos. A peça “Deu a louca nos Bichos” do grupo de teatro Dandara arrancou sorrisos de todos. Animais falantes disputando o reinado da floresta. Um cachorro virtuoso e ambientalista contra um Leão ditador e cruel.
O melhor de tudo foi que as pessoas estavam presentes. É muito gratificante perceber o interesse pela arte em cada individuo. A mistura das tribos, dos sons e das linguagens produziram um ambiente de harmonia e de paz. No próximo evento, de hoje a quinze, espero que a experiência tenha sido multiplicada e que mais criaturas compareçam para aplaudir e serem aplaudidos.
Augusto Leal



